Para que o trabalho flua da melhor maneira possível, é preciso que o quadro de funcionários “vista a camisa” de verdade, compartilhe dos mesmos objetivos e se sinta integrado. Mas como fazer isso de forma eficiente?

Não importa o quão alto seja o investimento financeiro ou todas as qualificações de quem está no comando: nenhuma organização vai para frente sem pessoas. Para que o trabalho flua da melhor maneira possível, é preciso que o quadro de funcionários “vista a camisa” de verdade, compartilhe dos mesmos objetivos e se sinta integrado.

 

Mas como fazer isso de forma eficiente? Já ouviu falar em gestão de pessoas? Este método já é adotado há certo tempo, mas vem sendo atualizado depois da febre do coaching, uma ferramenta que se utiliza de uma fusão entre arte e ciência para promover desempenho individual ou coletivo nos âmbitos pessoal, social e profissional.

 

A gestão de pessoas visa trabalhar e aumentar a eficácia do capital humano de uma empresa. Baseado na psicologia organizacional, esse método tem como principal objetivo humanizar o ambiente de trabalho, ajudando os funcionários a se desenvolverem, se capacitarem e motivando-os para que eles estejam cada vez mais envoltos em todos os processos da empresa.

 

Existe uma corrente de especialistas que defende que os departamentos de recursos humanos e pessoal precisavam expandir os horizontes e não se resumir apenas a trâmites, como contratações, folhas de pagamento e demissões. Questões muito importantes, digam-se de passagem, mas nada além de burocráticas.

 

É nesse implicamento que surge a gestão de pessoas, que pretende romper com esses modelos tradicionais por acreditar que uma administração estratégica desses funcionários traz benefícios para a produtividade da empresa e para a qualidade de vida deles.

 

A adoção desta prática vem a marcar um reposicionamento da figura do líder dentro de uma instituição e também uma nova perspectiva sobre saúde mental dos funcionários. A imagem de uma pessoa autoritária e repressiva cada vez mais perde força e dá lugar a uma liderança preocupada no bem estar e, principalmente, na evolução dos seus subordinados. O chefe contemporâneo ideal é aquele que não se sente o dono da equipe e, sim, uma parte integrante tão importante quanto qualquer outro.

 

Por essa razão, a gestão de processos também contribui para a diminuição da rotatividade de funcionários ― as famosas demissões. Uma pessoa que se sente valorizada, estimulada e motivada dentro de um ambiente de trabalho dificilmente desistirá de seu emprego e, tampouco, será dispensada, uma vez que seu rendimento também vai se mostrar melhor.

 

Outro importante objetivo desta metodologia é preservar a harmonia entre os funcionários e cultivar as relações interpessoais. O estresse do dia a dia, as diferenças, por vezes, irreconciliáveis e a competitividade podem criar pequenos desentendimentos dentro de uma equipe. É missão da gestão de pessoas pensar nessas interações, afinal, elas podem tornar o ambiente tóxico e influenciar na produtividade das pessoas.  

 

Os especialistas definiram os cinco principais pilares da gestão de pessoas. São eles:

 

Envolvimento

Refere-se a, justamente, ao que iniciamos este texto dizendo. É estimular o funcionário a se sentir, de fato, parte ― indispensável ― da empresa. É fazer com que ele queira vestir a camisa com orgulho!

 

Participação

Parece redundância do pilar acima, mas não é! Este ponto incita a tomada de decisões por parte dos funcionários. É fazer com que eles se sintam confortáveis e capazes de participar ativamente das reuniões, sugerir melhorias e resolver demandas.

 

Motivação

Todos nós precisamos nos sentir motivados para concluir uma demanda da melhor forma. Por isso, um bom líder precisa estimular seus colegas de equipe. Lembre-os de seus pontos fortes e ajude-os a trabalhar os fracos, de modo a fazê-lo evoluir sempre.   

 

Comunicação

Para que os conflitos sejam resolvidos de forma rápida e os acertos sejam intensificados, é preciso que a comunicação seja efetiva. Um bom gestor de pessoas está sempre aberto a ouvir e sempre disposto a falar.

 

União

Já diz o ditado: a união faz a força. É essencial romper com a tradição de competitividade e estimular a parceria e a troca. Mesmo que o trabalho seja individual, um ambiente gerido com esse método é aberto a sugestões e a ouvir o que o outro tem a acrescentar.  

 

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